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25 de fevereiro de 2018

Diabetes: as novas t√°ticas e tecnologias para o controle adequado

Lançamentos de exames modernos levantam a questão sobre o que é um bom manejo dessa doença, perigosa justamente por não dar muitos sintomas

N√£o √© novidade para ningu√©m: o Brasil vivencia uma das piores crises econ√īmicas da sua hist√≥ria. Uma das consequ√™ncias inevit√°veis desse processo √© o atual recorde de 14 milh√Ķes de desempregados. Mas outro problem√£o ronda o pa√≠s e passa um tanto despercebido. Esse mesmo n√ļmero de 14 milh√Ķes √© a quantidade de brasileiros com¬†diabetes, quadro marcado por dificuldades no controle dos n√≠veis de a√ß√ļcar no sangue. Com um detalhe bem s√≥rdido nessa estat√≠stica: metade dessas pessoas nunca recebeu o diagn√≥stico e segue a vida como se nada tivesse acontecido.

Falta de acesso √† informa√ß√£o e a aus√™ncia de pol√≠ticas p√ļblicas robustas impedem que muitos saibam de sua condi√ß√£o e iniciem o tratamento adequado. ‚ÄúTodos os indiv√≠duos com mais de 40 anos e aqueles que s√£o hipertensos, est√£o acima do peso ou possuem hist√≥rico familiar de diabetes deveriam verificar a glicemia regularmente‚ÄĚ, diz o cl√≠nico geral Augusto Pimazoni-Netto, do Hospital do Rim da¬†Universidade Federal de S√£o Paulo.

No exame de sangue, resultados superiores a 100 miligramas por decilitro (mg/dl) ap√≥s jejum de oito horas j√° preocupam. Se eles ultrapassam os 126 mg/dl, o diabetes est√° praticamente confirmado. √Č necess√°rio ratificar os achados por outros m√©todos, como o teste de toler√Ęncia √† glicose, que envolve beber um l√≠quido a√ßucarado e ver como o corpo reage, e a hemoglobina glicada, uma m√©dia dessas taxas nos √ļltimos tr√™s meses.

A partir do momento em que ela √© detectada, o m√©dico prescreve rem√©dios e prop√Ķe mudan√ßas no estilo de vida ‚Äď tudo com o objetivo de manter a glicose na meta. Para acompanhar e corrigir desvios de rota, √© importante vigiar de perto o sobe e desce do a√ß√ļcar. Isso geralmente √© realizado por meio de um furo na ponta do dedo e uma gota de sangue. O glicos√≠metro, um aparelhinho port√°til, √© capaz de fazer a an√°lise desse material em quest√£o de minutos.

Diversos estudos demonstram que o controle r√≠gido evita encrencas bastante comuns. Uma pesquisa da australiana¬†Universidade de Sydney, publicada no reputado peri√≥dico The Lancet, reuniu dados de 27 mil diab√©ticos e concluiu que a monitoriza√ß√£o constante diminui em 20% o risco de danos aos rins e em 13% as les√Ķes oculares, duas temidas repercuss√Ķes da doen√ßa.

Mas quantas vezes ao dia o indiv√≠duo deveria repetir a picada no dedo em casa? N√£o existe uma f√≥rmula m√°gica. Em linhas gerais, quando o diabetes (seja o tipo 1, seja o tipo 2) exige tratamento com insulina, se recomenda checar at√© sete vezes ao longo das 24 horas: antes e depois das refei√ß√Ķes e inclusive na madrugada. ‚ÄúNos diab√©ticos do tipo 2 que usam medica√ß√Ķes orais e est√£o com a condi√ß√£o balanceada, n√£o h√° recomenda√ß√£o de medidas t√£o fixas‚ÄĚ, afirma o m√©dico Airton Golbert, da¬†Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. S√≥ n√£o d√° pra se esquecer de conferir de tempos em tempos.

Mas a estreia de uma nova tecnologia vem mudando pra valer a forma como o diabetes pode ser acompanhado. O Free-Style Libre, da Abbott, inaugurou a categoria dos sistemas de monitorização contínua da glicemia. Em vez de furos nos dedos, o diabético gruda um sensor do tamanho de uma moeda de 1 real na parte traseira do braço, que fica ali por 14 dias seguidos.

Caso ele queira saber a taxa, basta aproximar ao sensor um dispositivo parecido com um celular, que aponta o saldo na tela. Mais do que isso, o apetrecho, vendido h√° cerca de um ano por aqui, indica a tend√™ncia de queda ou alta do a√ß√ļcar nas pr√≥ximas horas, o que ajuda a evitar quadros de excesso ou falta de glicose, as famigeradas hiper e hipoglicemia.

Estudos v√™m mapeando como a novidade traz vantagens na pr√°tica. A an√°lise de 50 mil usu√°rios revela um acr√©scimo de quase cinco horas no tempo de perman√™ncia dentro da faixa ideal de glicemia estabelecida. ‚ÄúEles ainda checam a glicose 16 vezes ao dia, n√ļmero muito superior ao que vemos normalmente‚ÄĚ, observa Sandro Rodrigues, gerente da Divis√£o de Cuidados para Diabetes da Abbott Brasil.

Analisar de perto as curvas glic√™micas do diab√©tico ‚Äď especialmente o tipo 1 e o tipo 2 que demanda insulina ‚Äď √© o sonho de qualquer profissional de sa√ļde. Isso permite flagrar altera√ß√Ķes que antes eram impercept√≠veis. ‚ÄúVamos imaginar dois sujeitos com uma m√©dia de glicemia de 120 mg/dl no dia, que √© um valor bom. Um deles tem varia√ß√£o de 110 a 130 mg/dl e outro de 30 a 300 mg/dl.

Qual deles est√° realmente controlado?, questiona o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da¬†Universidade de S√£o Paulo em Ribeir√£o Preto. Em outras palavras, por mais que o valor mediano esteja ok ‚Äď como at√© acusa o exame de hemoglobina glicada -, a inconst√Ęncia provoca estresse no organismo e leva a uma s√©rie de encrencas.

Detalhe: na maioria das vezes, essas subidas e descidas n√£o d√£o sintoma algum! E olha que a hipoglicemia pode desembocar em desmaios, coma e at√© morte s√ļbita. A hiperglicemia, por sua vez, lesa os vasos sangu√≠neos, propiciando, com o tempo, cegueira, fal√™ncia dos rins, infarto e AVC. ‚ÄúO diabetes n√£o √© uma doen√ßa que se sente, mas uma doen√ßa que se mede‚ÄĚ, sentencia Couri.

No mundo high tech

O FreeStyle Libre √© pioneiro em um segmento que vai se expandir nos pr√≥ximos anos. V√°rias empresas est√£o trabalhando em suas vers√Ķes. √Č o caso da americana GlySens Incorporated. Eles desenvolveram um sensor implantado debaixo da pele que dura at√© 12 meses.

As pesquisas com seres humanos estão em andamento e, por enquanto, não há previsão de lançamento. Outra opção vem da Dexcom, também dos Estados Unidos. O invento deles apresentou boas performances em testes iniciais.

At√© os cl√°ssicos glicos√≠metros foram repaginados e ficaram mais modernos. A Johnson & Johnson, por exemplo, acaba de disponibilizar um aparelho que trabalha com um sistema de cores: o visor fica verde se o valor estiver nos limites, vermelho quando se mostra acima e azul quando fica abaixo. √Č poss√≠vel personalizar as metas de acordo com cada perfil. ‚ÄúEssa inova√ß√£o possibilita ao usu√°rio entender melhor o significado daqueles dados‚ÄĚ, explica Manoela Cordeiro, gerente de produto da companhia.

H√° ainda aplicativos de celular dispon√≠veis que facilitam a vida de quem tem o sangue adocicado. Alguns calculam o carboidrato ingerido durante a refei√ß√£o e a dose de insulina a ser injetada. ‚ÄúMuitos trazem informa√ß√Ķes relevantes e auxiliam, desde que tenham o aval do especialista que faz o seguimento‚ÄĚ, pondera o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da¬†Sociedade Brasileira de Diabetes.

Não tem volta: a tecnologia vai mudar muita coisa no controle dessa condição. Mas nunca vai substituir o contato entre médico e paciente. Essa parceria e a adesão ao plano proposto continuarão determinantes para o sucesso do tratamento.

A escalada do a√ß√ļcar no sangue

Ficar no intervalo seguro de glicemia minimiza v√°rias enrascadas

Hipoglicemia

Abaixo de 70 mg/dl. Desmaio, n√°usea, fraqueza, coma e morte s√ļbita.

Faixa normal

Entre 70 e 140 mg/dl.

Hiperglicemia

Acima de 140 mg/dl. Doenças cardíacas, renais, oculares e neurológicas.

Medidas extras

Outras avalia√ß√Ķes s√£o essenciais para se adiantar √†s complica√ß√Ķes

Perfil lipídico

√Č comum que diab√©ticos tenham colesterol alto, o que eleva o risco de panes cardiovasculares.

Função renal e hepática

O aumento de certas part√≠culas sinaliza que algo n√£o vai bem no f√≠gado ou nos rins. √Č para ficar atento!

Fundo de olho

Tem o objetivo de ver se está tudo bem na retina e antecipar danos à visão, como a retinopatia.

Avaliação neurológica

Realizada por meio de questionários no consultório, observa se o sistema nervoso não foi afetado.

Exame dos pés

Esquadrinha a pele para ver frieiras e feridas, que infeccionam e podem até exigir amputação.

Fonte: 
http://saude.abril.com.br/medicina/diabetes-exames-para-controlar-glicose/

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